Vamos iniciar um orçamento familiar?

Vamos iniciar um orçamento familiar?

Como começar


O início do ano vem cheio de promessas. De ideias e resoluções a concretizar. Uma das minhas favoritas é a criação de um orçamento familiar.

Há muitos e muitos anos que sou adepta de controlar as minhas contas. Desde os tempos em que recebia uma mesada sempre tive consciência do meu dinheiro: de como o poupar, de onde o gastar e, principalmente, saber que tinha de durar o mês inteiro e cobrir todas as minhas despesas.

Durante o mês lá ia anotando todas as pequenas despesas numa agenda, desde o que gastava numa ida ao cinema, numa revista ou até numa guloseima. Tudo era anotado e as contas tinham de dar certo ao cêntimo, facto que sempre fez o meu pai rir.

Quando comecei a trabalhar e a receber um ordenado, o método manteve-se. E só quando tive a minha casa, e consequentemente as despesas passaram a aumentar, é que senti necessidade de começar a preparar um orçamento mais elaborado.

E como é que isso se faz? É muito simples. Basta começar por anotar os nossos recebimentos mensais e também por fazer uma listagem de todas as nossas despesas fixas, quer sejam as mensais, quer sejam as anuais (as anuais devem ser divididas por doze meses para assim termos um valor para orçamentar!).

Além das despesas fixas – como a renda da casa, a água, gás, luz, condomínio, combustível, escola, seguros, supermercado... não nos podemos esquecer de anotar também aquelas pequenas despesas que, não sendo fixas, fazem parte dos gastos mensais, como as consultas médicas e os medicamentos, dinheiro para pequenos extras, lembranças, roupa ou saídas.

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Depois é muito simples. O que gastamos não pode (ou melhor, não deve) ser superior àquilo que ganhamos. O objetivo é conseguirmos equilibrar o melhor que conseguirmos os nossos gastos. E isso significa que necessitamos de fazer um orçamento para percebermos até onde podemos gastar em cada um dos itens de despesa.

Obviamente que não podemos controlar o valor do nosso empréstimo ou renda da casa, mas saber o valor que gastamos em luz, água e até no supermercado, permite-nos ter uma maior consciência dos nossos gastos efetivos e só assim podemos saber se estamos a gastar muito ou pouco e se necessitamos de fazer pequenos ajustes.

Só assim se percebe que, por exemplo, devemos planear e ajustar a nosso ida ao supermercado. Porque muitas de nós gastam mais – e em itens menos essenciais – do que devem. Se tivermos que diminuir o nosso gasto nas compras do mês, este deve ser feito de forma planeada: comparando produtos, preço unitário ou por dose, que as embalagens maiores são normalmente mais económicas, que há produtos aparentemente mais caros mas que são mais eficazes e que duram mais do que outros mais baratos (como é o caso do meu Fairy de sempre que não troco por nenhum detergente mais barato, porque na verdade fica muito mais económico do que qualquer outro!). Só se eu tiver consciência de que gasto mais em supermercado do que devia, é que consigo começar a gerir esse gasto de uma melhor forma. E quem diz o supermercado, diz qualquer outro gasto controlável.

Eu realmente acho importante saber para onde vai o nosso dinheiro. Muitas vezes vamos gastando dinheiro em pequenas coisas, às quais não damos grande valor. No entanto, no final do mês e depois de tudo somado, não é um valor assim tão insignificante. Mas nunca poderemos ter consciência desse valor se não o registarmos de alguma forma.

É por isso que é importante estabelecer algum tipo de limite nos gastos que devemos fazer, e ainda mais importante registar tudo o que gastamos. Nunca poderemos ter um orçamento familiar equilibrado sem registo de despesas. Mais ainda se tivermos um rendimento limitado e que necessita de ser esticado e planeado todos os meses.

Parece-me bem que, neste início de ano, uma das nossas resoluções seja ganhar consciência das nossas finanças pessoais e iniciar um orçamento doméstico.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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Eu tenho uma planilha que controlo todos as minhas Receitas e despesas. Muito legal porque ela calcula os valores todos no final onde separo por exemplo veiculo/ escola/ família, entre outros. Muito simples foi uma amiga minha que me passou.

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Este artigo, é deveras útil. Sugeria o acréscimo de uma tabela de despesas, de modo ase tornar prático, e os usuários poderem impimir e fazer as suas anotações. Obrigado

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