O amor de infância é um apego puro e sólido

AMORES DE INFÂNCIA

O que acontece quando a sua filha lhe apresenta um rapaz como sendo o seu melhor amigo e fica triste quando não podem estar juntos? E se o seu filho se confessa apaixonado pela colega do lado, com apenas 4 anos? Falamos de amores de infância, que é ternura infantil que precede o amor adolescente. Informe-se e saiba mais. Não se assuste, é normal!


O jardim de infância é uma fonte de histórias de amor. Mas não se assuste! Os namoros inocentes desta fase são saudáveis e são uma aprendizagem para o futuro. Na verdade, é algo bastante frequente: é normal que assista mais do que uma vez a crianças pequenas de sexos opostos que, durante a noite, submergem numa relação intensa e não conseguem suportar a ideia de estarem separados.

Entre eles não há brigas, não há disputas pelos brinquedos, apenas o seu amor surge como um laço doce, cheio de afeto, que pode durar vários anos. O que o torna tão extraordinário é que estes miúdos escolhem um amigo do sexo oposto, agindo sem os limites e as limitações impostas pela sociedade. Assim, enquanto os cientistas, sociólogos e antropólogos debatem a natureza e a duração do amor, os mais pequenos, com o seu reconhecimento imediato e abraços mútuos, fintam os estudos acadêmicos.

Estudos sobre o amor
Apesar das nossas ideias preconcebidas enquanto adultos, acontece que as áreas do nosso cérebro que correspondem ao romance, à amizade e à luxúria não se sobrepõem. Em 2000 foi levada a cabo uma investigação que utilizou imagens de ressonâncias magnéticas para explorar os cérebros de estudantes que afirmavam estar loucamente apaixonados. Quando lhes foram mostradas fotografias diferentes dos namorados e amigos, áreas diferentes do cérebro foram ativadas.

Os investigadores descobriram que as áreas cerebrais correspondentes ao “amor romântico” eram pequenas em comparação com as que da amizade. Apesar das áreas “românticas” e “luxuriosas” do nosso cérebro estarem perto uma da outra, os investigadores concluíram que estão claramente separadas e que funcionam de forma independente. A segunda surpresa foi descobrir que as áreas correspondentes ao romance são parecidas às associadas à adição. Sim, é isso mesmo: parece que os padrões cerebrais da " loucura " no amor são semelhantes aos dos viciados em cocaína. Daí podermos concluir que o amor tem um efeito aditivo.

Existem também algumas evidências de que o amor materno e o amor romântico são neurologicamente muito similares. Foi feito um estudo com 22 mães enquanto viam imagens dos seus bebés e houve uma grande quantidade de sobreposição entre as áreas românticas do cérebro e as ativadas quando as mães olhavam para os seus filhos. As áreas do amor maternal também tiveram reações parecidas às ativadas através de atividades eufóricas gratificantes, e as três coincidem com as regiões onde se produz a “união” das hormonas oxitocina e vasopressina.

Como terceira surpresa, as partes do cérebro vinculadas com julgamento social, agressividade e medo "desligam-se" quando estamos "apaixonados" pelo nosso parceiro ou pelos nossos filhos. Mas nada disto explica por que nos sentimos atraídos por pessoas diferentes, ou como se estabelecem e corrigem as relações. O que faz com que criemos uma ligação forte e profunda com os outros?

Relação estável e segura entre crianças

"Uma relação de longo prazo, estável e segura, é o que as crianças parecem ter, mantendo as suas amizades durante anos".

Opinião de um antropólogo
A antropóloga Dra. Helen Fisher afirma que existem três tipos de amor: a luxúria sexual, o amor romântico e as relações a longo prazo. Cada um dos três tem os seus próprios mecanismos: bioquímica, sistema emocional e rede cerebral, permitindo o acasalamento, a união do casal e a paternidade.

A fase romântica, embora necessária, não dura muito tempo, pois é muito instável quando se quer criar os filhos. é necessária uma relação segura a longo prazo, e é precisamente isso que parecem ter as crianças, já que mantêm as suas amizades durante muitos anos.

No entanto, não é lógico pensarmos que a química é a mesma aos dois e aos 25 anos? Quem é que não teve uma amizade instantânea com alguém que acabou de conhecer? É como se tivéssemos a sensação de que a outra pessoa "nos atrai", entendendo o que e como somos por dentro. Talvez seja isso que o cérebro das crianças regista quando se encontram, sem impedimentos, sem preconceitos sobre o facto de meninos e meninas não poderem estar demasiado perto uns dos outros.

Precisamos de mais tempo e trabalho para compreender melhor o envolvimento do cérebro no amor e no casamento. E, em vez de observarmos os estudantes ou mães, devemos olhar mais para a nova geração de seres humanos que certamente parecem ter melhores instintos para idealizar relacionamentos duradouros. Concorda?

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