O que é o flúor?

O que é o flúor?

O flúor é um mineral que ocorre naturalmente na água, no solo e em alguns alimentos, embora em quantidades muito pequenas. O flúor pode ser sintetizado em laboratório e ser adicionado a uma série de produtos, sendo os mais frequentes os dentífricos e os elixires.


Os benefícios do uso do flúor na saúde oral remontam à segunda metade do século XX, e desde essa data se vem assistindo a uma produção cada vez maior de produtos fluoretados. Atualmente mais de 95% dos dentífricos comercializados contém flúor.

Quais os benefícios do flúor?

O flúor protege os dentes da cárie dentária de duas formas Quando as bactérias na boca utilizam os açúcares, são produzidos ácidos com potencial corrosivo para o esmalte. Se o flúor estiver presente protege o dente da desmineralização, que é causada por estes ácidos. Por outro lado, se os dentes já têm desmineralização o flúor atua nessas áreas desmineralizadas, reforçando o esmalte num processo denominado remineralização.

Assim, o flúor fortalece o esmalte dentário, tornando-o mais resistente à cárie dentária, reduzindo a quantidade de ácido produzido pelas bactérias.

Como se pode administrar o flúor?

O flúor pode ser administrado por via sistémica (através da ingestão) ou por via tópica (aplicado localmente na boca).

Pela via sistémica o flúor é ingerido e entra na corrente sanguínea para ser distribuído pelos dentes e ossos. Esta medida só terá alguma eficácia antes dos dentes erupcionarem.

Na maioria dos países a via sistémica é obtida através da fluoretação da água. Em Portugal não há fluoretação artificial da água e a via sistémica utilizada é através das gotas ou comprimidos que devem ser recomendados por um profissional de saúde oral, de acordo com o risco à cárie apresentado pela criança. Atualmente defende-se que a ação do flúor é maioritariamente tópica, ou seja, pela sua ação direta na boca.

As aplicações por via tópica podem ser feitas em casa, todos os dias, através do uso de dentífricos, elixires, géis, etc. Também podem ser aplicados géis fluoretados, de elevada concentração, por profissionais de saúde oral em consultório.

Onde se pode encontrar o flúor?

O flúor, nas suas variadas formas, é o ingrediente ativo mais popular nos dentífricos para prevenir cáries. As combinações do flúor com o sódio, quer sob a forma de fluoreto de sódio quer sob a forma de Monoflúorfosfato de sódio, são as mais utilizadas. A combinação com o estanho, como Fluoreto de Estanho, é bastante vantajosa com eficácia demonstrada não só na redução da incidência de cárie como no controlo da inflamação gengival.

Qual a concentração de flúor nos dentífricos?

Os dentífricos têm habitualmente uma concentração entre 1000 e 1500 ppm (partes por milhão). Esta é a concentração recomendada para garantir a eficácia preventiva de cáries. Existem os dentífricos de uso pediátrico com concentrações mais baixas (250 a 600 ppm) mas têm demonstrado uma eficácia menor, podendo no entanto ser utilizados em crianças com baixo risco à cárie.

Alguns dentífricos contêm mais flúor (2500 ppm). São dentífricos que garantem uma proteção adicional sobretudo quando existe um risco elevado de cárie dentária.

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Há ainda dentífricos de elevada dosagem (5000 ppm) que deverão ser usados apenas sob recomendação de um profissional de saúde oral.

Qual a quantidade de dentífrico a usar?

A Direção Geral da Saúde recomenda pasta fluoretada de pelo menos 1000 ppm desde a erupção do 1º dente, colocando apenas uma quantidade muito pequena de dentífrico.

Entre os 3 e os 6 anos de idade a pasta dentífrico deverá ter entre 1000 e 1500 ppm e deverá ser usado uma quantidade equivalente ao tamanho da unha do 5º dedo (mindinho) da criança.

A partir dos 6 anos a quantidade de pasta a utilizar deverá ser equivalente a 1 cm.

O dentífrico não deve ser engolido e por essa razão a escovagem deve ser efectuada por um adulto até a criança ter capacidade de cuspir o dentífrico.

Quem beneficia com o flúor?

Todas as pessoas desde que tenham dentes presentes na boca. Algumas pessoas podem beneficiar particularmente do uso de fluoretos pelo elevado risco de desenvolvimento de cárie dentária que apresentam. Estas pessoas incluem aquelas que:

  • Possuem história de cárie dentária
  • Têm acesso limitado a tratamentos médico-dentários
  • Têm má higiene oral
  • Consomem açúcares frequentemente
  • Têm aparelhos de ortodôncia, coroas, pontes ou restaurações extensas
  • Têm falta de saliva ou boca seca

O flúor é seguro?

Quando usado corretamente o flúor é considerado seguro e efetivo na prevenção da cárie dentária.

Contudo, níveis de exposição prolongada ao flúor, durante a maturação do dente, podem causar fluorose – uma descoloração do esmalte dentário.

A intoxicação aguda com flúor é possível se for ingerido uma grande quantidade de flúor de uma só vez. Os sintomas incluem náuseas, vómitos, diarreia, aumento da salivação e fraqueza. Em circunstâncias muito extremas pode ser fatal.

Dr.Sandra Ribeiro, Higienista Oral, APHO

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