Halitose

Halitose

Mau hálito?!!...Sim é a Halitose.


Se existe algo que pode interferir com as relações interpessoais, provocando alguns constrangimentos sociais, são as sensações de mau hálito, pois é recorrente o afastamento de pessoas, que por algum pudor, não informam que a pessoa com quem se relacionam tem mau hálito. Por outro lado as pessoas que sabem ter uma halitose continuada, não procuram ajuda nem tratamento por vergonha.
Halitose é o termo genérico para definir mau hálito. Decompondo a palavra, hálito significa ar expirado, e ose(s) significa uma alteração patológica ou uma ocorrência anormal no organismo. Mas a halitose tem cura e por isso existe tratamento.
Halitose é a libertação de cheiros ou “odores” desagradáveis provenientes da cavidade oral ou das fossas nasais através da respiração. Na grande maioria dos casos a pessoa que possui uma halitose, constante e permanente, tem dificuldade em aperceber-se do seu problema, pois vai-se habituando ao seu hálito. Esta situação acontece nas halitoses crónicas e assemelha-se às pessoas que todos os dias colocam um perfume no corpo, e que ao fim de algum tempo deixam de sentir esse mesmo aroma, ou seja, dessensibilizam os seus recetores olfactivos quer para o cheiro desagradável quer para o bom cheiro.
Existem alguns mitos associados a estes tipos de manifestações e as suas causas são multifatoriais, fazendo com que a má higiene oral ou problemas de estômago, não sejam as únicas causas. Existem mais de 50 causas para a halitose, e por este motivo é importante que cada individuo, que apresenta este tipo de sintomas de forma regular ou continuada, procure solucionar o seu problema com um profissional de saúde (higienista oral, médico- dentista, médico de família, entre outros). Uma grande parte das pessoas que sofre deste problema raramente pede ajuda e tenta resolver ou disfarçar a situação de forma variada, como recorrendo ao auxílio de pastilhas, rebuçados, bochechos regulares com elixires, entre outros. As causas para a halitose podem ser sistémicas (diabetes, problemas renais, hepáticos ou intestinais), fisiológicas (jejum prolongado, dieta inadequada ou hálito matinal) ou razões locais (doenças gengivais, xerostomia, respiração predominantemente oral e uma má higiene oral).

Alimentos e Halitose
Os alimentos muito temperados como o alho, a cebola, a pimenta ou outro alimento de forte odor, podem causar halitose durante o processo de mastigação ou digestão. Estes alimentos libertam partículas microscópicas, que quando se misturam com o ar inspirado e expirado pelos pulmões, provocam odores fortes e desagradáveis. O mau hálito pode também aumentar quando os resíduos alimentares se acumulam entre os dentes, no dorso da língua ou mesmo na estruturas das próteses dentárias.
É importante saber que existem dois tipos de alimentos, os alimentos odorizantes (cebola, alho, banana, queijo, fritos) e os alimentos desodorizantes (maçã, ananás, laranja, peixe cozido).
Desta forma é muito importante manter uma dieta equilibrada, uma boa hidratação, evitar longos períodos de jejum e ainda evitar comer alimentos que provocam halitose.

Placa bacteriana e Halitose
As bactérias que vivem na boca proliferam e desenvolvem-se devido aos resíduos de comida que ficam entre os dentes ao nível da língua, gengivas, palato e garganta. A fermentação dos resíduos alimentares produz um gás (sulfito de hidrogénio) responsável pelo mau cheiro. As bactérias produzidas na parte posterior da língua, criam um muco esbranquiçado que geralmente se observa ao acordar.
A saliva tem a capacidade de hidratar a cavidade bucal e permite a lubrificação necessária para manter as gengivas e as mucosas saudáveis; combatendo as bactérias orais que causam o mau hálito (processos de auto limpeza). Estas bactérias são anaeróbicas, ou seja, sobrevivem em locais onde tem pouco ou nenhum oxigénio. A saliva, entre outras coisas, contém oxigénio capaz de eliminar essas bactérias.
O cheiro desagradável, que se manifesta quando acordamos, deve-se à boca seca pelo sono, e pelos pulmões. As glândulas salivares restringem ao mínimo sua produção de saliva durante as horas do sono, por falta de movimentos. Com a boca seca as bactérias têm maior capacidade de se multiplicarem, fazendo com que o mau hálito seja ainda mais forte. A única forma de evitar a formação de placa bacteriana ou a saburra lingual, é a promoção de boas práticas de higiene oral.

Causas sistémicas de Halitose
Uma das múltiplas causas da halitose pode ser o desequilíbrio da trimetilamina durante o processo digestivo. A trimetilaminúria é uma desordem genética na qual o corpo é incapaz de metabolizar a trimetilamina dos alimentos. Os pacientes com este problema desenvolvem um odor de peixe no hálito, no suor e na urina, principalmente após o consumo de alimentos ricos em colina, como a lecitina de soja, o bife de fígado e a gema de ovo.
Evitar este tipo de alimentos de forma corrente, pode ajudar a diminuir estes efeitos.

Mau hálito e Estômago
Algumas associações internacionais, que estudam a halitose, concluíram que é um mito dizer-se que o mau hálito tenha origem no estômago. Segundo essas pesquisas essa situação raramente acontece.
A associação de estômago vazio com halitose é um fenómeno passageiro. Quando se permanece mais de quatro horas sem comer, o corpo entra em hipoglicémia, ou seja, existe uma diminuição na quantidade de açúcar para o organismo queimar levando o organismo a consumir ácidos gordos (gordura), que estão presentes na corrente sanguínea. Os ácidos gordos ao serem metabolizados provocam um odor fétido e volátil, que é sentido na cavidade oral, quando o ar é expirado.

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Outras causas de Halitose
O stress assim como alguns medicamentos são também responsáveis pelo mau hálito. Eles diminuem a produção de saliva (xerostomia), fazendo com que haja uma maior concentração de bactérias na cavidade oral.
Também a cárie dentária, a gengivite, a periodontite, os problemas respiratórios, a diabetes, as situações oncológicas e sobretudo doenças metabólicas, devido á produção de substâncias anormais.
O mesmo se passa com tabaco e as bebidas alcoólicas.

Como saber se tem Halitose

  1. Fazer um auto-exame na língua, para verificar se existe placa bacteriana ou saburra no dorso lingual (massa viscosa, branca ou amarelada), ou expirar o ar para as duas mãos colocadas em forma de concha á frente da boca durante alguns segundos, e inalar de seguida.
  2. Perguntar a alguém da sua confiança, se sente que você tem algum mau odor proveniente da boca.
  3. Consultar um profissional de saúde (higienista oral, médico-dentista, médico de família ou um médico especializado).

Cuidados próprios para a boa higiene oral
A escovagem regular com uma técnica adequada, o uso de fio dentário ou escovilhão interdentário, a higienização da língua e a pasta de dentes com flúor ajudam a prevenir a formação de placa bacteriana, responsável pelas principais doenças orais (gengivite, periodontite e cárie dentária) e pela formação de tártaro e prevenção da halitose. A escovagem de próteses dentárias assim como a sua boa adaptação são também importantes para a prevenção de problemas orais. Os dentes devem ser escovados no mínimo duas vezes por dia, de preferência após as refeições e antes de dormir. O fio/fita dentários ou os escovilhões devem ser usados 1x ao dia e de preferência na higiene feita antes de dormir.

Cuidados profissionais para uma boa higiene oral
A visita regular a um higienista oral, pelo menos de 6 em 6 meses, permite não só a higienização clínica da boca (destartarização, remoção de placa bacteriana mole, tratamento de flúor e outros tratamentos preventivos), como o diagnóstico precoce de outras alterações na cavidade oral. A instrução feita por um higienista oral, permite adaptar as técnicas de higiene oral, a cada pessoa e a cada realidade. Este profissional também faz o despiste de problemas a enviar ao médico-dentista.

Dr. Gabriel Pereira, Higienista Oral, APHO

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