Exercício e gravidez

Exercício e gravidez

Nos últimos anos tem-se assistido a uma mudança de atitudes face à prática de exercício físico durante a gravidez. Grande parte das restrições devia-se ao facto de não existirem estudos sobre o efeito que o exercício físico provoca no feto.


No entanto, nos últimos três anos, surgiram alguns estudos que vieram demonstrar que a prática de exercício físico durante a gravidez deve ser encorajado pelos obstetras, porque para além de não provocar quaisquer danos no feto, diminui o aumento ponderal excessivo durante a gravidez, o risco de vir a ter diabetes gestacional e parece melhorar o trabalho de parto.

Assim, até mesmo as mulheres que não praticavam nenhuma modalidade desportiva antes da gravidez podem e devem, durante a gravidez, começar a praticar alguma actividade física.

As linhas de orientação geral dizem que as mulheres saudáveis com uma gravidez de baixo risco devem praticar cerca de 150 minutos de exercício físico semanal.

Então e quais os tipos de exercicio físico que se podem praticar e durante quanto tempo? Será que se pode manter o mesmo tipo de actividade física durante toda a a gravidez?

Temos de considerar, por um lado, as alterações fisiológicas que vão acontecendo ao longo da gravidez e o risco de traumatismos associados à prática de alguns tipos de desporto. Na gravidez há uma série de alterações fisiológicas que podem influenciar o tipo de desporto que se pratica:

  • alteração do volume corporal: aumenta o peso, aumenta a curvatura lombar e modifica-se o centro de gravidade;
  • relaxamento ligamentar: que se destina a preparar as articulações da bacia para o parto mas aumenta o risco de traumatismo em desportos que necessitem de mudanças bruscas de direcção como o ténis;
  • aumenta a frequência cardíaca em repouso: normalmente as grávidas cansam-se mais rápido, devendo, por isso, parar quando há sintomas de tonturas ou dificuldade respiratória;
  • diminui a pressão arterial: devem evitar-se mudanças bruscas de posição como levantar-se de repente, manter-se de pé muito tempo ou deitada em decubito dorsal, porque todas estas situações diminuem o retorno venoso ao coração e causam mal-estar, tonturas e sensação de desmaio.

Por outro lado, temos o risco de traumatismos, quer pelo contacto, quer pelas alterações que podem provocar a nível corporal, sendo então recomendados os desportos em que o risco de traumatismo é nulo ou quase nulo (contacto mínimo) como a natação, hidroginástica, correr, andar e outros que não se aconselham, ou apenas numa fase ou durante toda a duração da gravidez:

  • Mergulho
  • Parapente
  • Esqui e esqui aquático
  • Trampolim
  • Motocross
  • Equitação
  • Artes marciais
  • Desportos de contacto: futebol, andebol, voleibol, etc.

Portanto, se gosta e pratica exercÍcio fisico e está grávida fale primeiro com o seu médico: poderá manter a sua forma física fazendo aquilo que gosta, se não é praticante entusiasme-se! Poderá estar a criar condições para melhorar o seu estilo de vida durante e após a gravidez.

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As suas dúvidas

Iniciar a toma da pílula ou de qualquer método de contracepção hormonal que não a pílula é simples e não requer a realização de exames complementares de diagnóstico. Para começar a tomar a pílula basta uma simples conversa com a enfermeira do centro de saúde ou o médico da consulta de planeamento familiar ou o/a ginecologista. Nessa conversa será analisado o historial pessoal e familiar que permitirão averiguar se existem algumas razões médicas, pessoais ou familiares que contraindiquem a toma da pílula.

Caso não existam contraindicações, a decisão de escolher uma ou outra depende das características pessoais de cada mulher: todas as pílulas são contraceptivas, ou seja, impedem a gravidez. Para além disso, e consoante a sua constituição, regularizam os ciclos menstruais, diminuem as dores antes e durante o ciclo menstrual, tratam a pele, alteram a sensação da retenção de líquidos, e um sem número de efeitos extra contraceptivos.

Ou seja para cada mulher uma pílula. Já sabemos que todas servem como contraceptivo e que têm uma eficácia semelhante. Depois depende de cada mulher: quanto pesa? Qual o seu indice de massa corporal? Tem acne ou pêlos? Tomar todos os dias um comprimido é difícil? Fica muito inchada antes da menstruação aparecer?

Vai ser a resposta a estas e outras questões que irá orientar o técnico de saúde para fazer o aconselhamento contraceptivo.

Só assim se torna possível ir ao encontro dos desejos de cada uma de nós, aumentando a adesão aos métodos contraceptivos e diminuindo o número de gravidezes indesejadas.

É de facto um assunto muito simples mas que necessita de aconselhamento feito por um técnico de saúde com experiência em saúde sexual e reprodutiva, de acordo com cada caso.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. ***

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