Amamentação. Que cuidados a ter?

Amamentação. Que cuidados a ter?

O leite materno é um alimento vivo, completo e natural, adequado para quase todos os recém-nascidos, salvo raras excepções. As vantagens do aleitamento materno são múltiplas e já bastante reconhecidas, quer a curto, quer a longo prazo, existindo um consenso mundial de que a sua prática exclusiva é a melhor maneira de alimentar as crianças até aos 6 meses de vida.


O aleitamento materno tem vantagens para a mãe e para o bébe: previne infecções gastrointestinais, respiratórias e urinárias; tem um efeito protector sobre as alergias, nomeadamente as específicas para as proteínas do leite de vaca; faz com que os bebés tenham uma melhor adaptação a outros alimentos.

A longo prazo, podemos referir também a importância do aleitamento materno na prevenção de outras doenças na idade adulta, nomeadamente da diabetes. No que diz respeito às vantagens para a mãe, o aleitamento materno facilita uma involução uterina mais precoce, e associa-se a uma menor probabilidade de ter cancro da mama, entre outros. Sobretudo, permite à mãe sentir o prazer único de amamentar.

Para além de todas estas vantagens, o leite materno constitui o método mais barato e seguro de alimentar os bebés.

Para que a amamentação tenha sucesso, devem conjugar-se três factores: a decisão de amamentar, a amamentação e a sua manutenção.

A decisão de amamentar é unica e cabe a cada mulher ao longo da gravidez esclarecer todas as questões acerca da amamentação e de como tudo se processa. O dar de mamar é um processo que tem evoluido ao longo dos tempos: se nos primórdios da civilização era hábito comum amamentar, mais tarde a tendência passou a ser (principalmente nas mulheres mais diferenciadas) dar leite artificial aos recém-nascidos. Nos últimos anos, os beneficios do leite materno vieram dar novo incremento à amamentação, no entanto, uma grande parte das novas mamãs abandona a amamentação ao fim de um mês.

Cabe aos técnicos de saúde a obrigação de informar e aconselhar todas as futuras mães quanto à prática do aleitamento materno, nomeadamente as mais indecisas.

Para além de veicular informações quanto às vantagens do aleitamento materno para o bebé, é importante esclarecer as futuras mães sobre as vantagens do aleitamento para a própria mãe, nomeadamente sobre o prazer que uma mãe esclarecida e apoiada pode encontrar no aleitamento materno, pondo assim a tónica não no dever, mas no direito e no prazer de amamentar.

O final da gravidez constitui uma oportunidade para veicular conhecimentos sobre a prática e a técnica do aleitamento materno, averiguar os conhecimentos e a existência, ou não, de mitos relacionados com a amamentação.

Logo após o nascimento do bebé (por vezes ainda durante a fase final da gravidez), surge o primeiro leite chamado colostro – um líquido branco transparente ou amarelo, que se mantém durante 2 a 3 dias e que é muito importante para proteger o bebé de infecções e para o ajudar a evacuar.

A duração da mamada não é importante, pois a maior parte dos bebés mamam 90% do que precisam em 4 minutos. Alguns bebés prolongam mais as mamadas, por vezes até 30 minutos ou mais; o que interessa é perceber que o bebé está a obter leite da mama da mãe e não está a fazer da mama da mãe uma chupeta, pois isto pode macerar os mamilos, criar fissuras e levar a mãe a desistir da amamentação.

Uma mãe pode perceber se o bebé está mesmo a mamar quando constata que a sucção é mais lenta do que com uma chupeta, quando verifica que o bebé enche as bochechas de leite ou, muitas vezes, quando ouve o bebé a engolir.

O horário não é o mais importante; o bebé deve ser alimentado quando tem fome – chama-se a isto o regime livre –, não se devendo impor um regime rígido. Quando um bebé tem fome acorda para comer e este alerta é importante para uma melhor ingestão de leite materno. No entanto, não se deve deixar o bebé dormir mais de 3 horas durante o primeiro mês de vida.

O importante é que o bebé esvazie uma mama em cada mamada; o bebé deve primeiro esvaziar a primeira mama e se depois disso continuar com fome é que lhe é oferecida a segunda; chupar e esvaziar a mama é o segredo para uma maior produção de leite. Não interessa pesar o bebé antes e depois de uma mamada, nem fazer análises ao leite, pois existe uma grande variabilidade do leite materno ao longo do dia, quer em qualidade, quer em quantidade. A pesagem do bebé nas consultas de saúde e uma boa progressão do seu peso garantem que o bebé está a ser bem alimentado.

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Todas as mães se preocupam muito com os alimentos que devem comer. Se na família houver casos de alergia, as mães não deverão abusar do leite e dos seus derivados. Caso contrário, as mães deverão praticar uma dieta saudável e variada, evitando comer grandes quantidades de qualquer alimento ou alimentos mais alergizantes ou que possam excitar o bebé.

Porém, o mais importante é a ausência de stress, pois este é inimigo da lactação, dado que impede a ejecção do leite, que fica assim retido na mama. Quando isso acontece (principalmente nas primeiras semanas) as mamas podem ficar quentes, mais pesadas e duras – mamas ingurgitadas . A mãe pode ter um ligeiro aumento da temperatura corporal que não ultrapassa, em regra, os 38º C, durante 24 horas. Habitualmente, o leite sai com facilidade e a mãe continua a dar de mamar sem dificuldade. Pode dar de mamar com frequência para retirar o leite, ou retirá-lo manualmente ou com bomba. Depois de alguns dias, sentirá as mamas vazias e confortáveis.

Se o leite não for drenado a mãmã pode ficar infectada especialmente, se exitirem fissuras nos mamilos.

Para prevenir o ingurjitamento:

  • – As mães devem dar de mamar em horário livre (sempre que o bebé quiser);
  • – Colocar a criança a mamar em posição correcta e verificar os sinais de boa pega.

Para tratar o ingurgitamento;

  • – Retirar o leite da mama, colocando o bebé a mamar, se possível, ou com expressão manual ou bomba (lavar as mãos cuidadosamente antes de tocar nas mamas);
  • – Quando conseguir retirar um pouco de leite, a mama fica mais macia e o bebé poderá sugar mais eficazmente;
  • – Se o bebé não consegue mamar, a mãe deve retirar o leite para um copo (manualmente ou com bomba) e dá-lo ao bebé;
  • – Deve continuar a retirar com a frequência necessária para que as mamas fiquem mais confortáveis e até que o ingurgitamento desapareça;

Se as mamas apresentarem edema (inchaço), pode aplicar água fria ou gelo, depois de retirar o leite.

Existem muito poucas contra-indicações para amamentar (a maioria tem a ver com a coexistência de outras doenças) mas se tiver contraindicação para amamentar ou não queira ou o bébe não progredir com o peso não se culpe ou sinta frustada. Pense sempre que deu o seu melhor.

As suas dúvidas:

  1. 1. O DIU tem uns fios muito finos que ficam cerca de 2 cm fora do colo do útero e que, ocasionalmente, pode ser sentidos pelo parceiro sexual. Apesar de não ter qualquer problema em termos contraceptivos pode pedir ao seu médico que lhe reduza o tamanho dos fios se isso for muito incomodo para o seu parceiro.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. ***

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