Obesidade infantil: Uma questão de peso

Obesidade infantil: Uma questão de peso

Os últimos números relativos à obesidade infantil são alarmantes e esta já é considerada pela Organização Mundial de Saúde como a epidemia do século XXI. Quais são os maiores erros que se cometem e o que podemos fazer para alterá-los?


É imperativo fazer boas escolhas alimentares para os seus filhos tão cedo quanto possível e acabar imediatamente com os maus hábitos. Os especialistas atribuem a culpa do elevado número de crianças com excesso de peso à alimentação pouco saudável e à falta de exercício físico.

Por outro lado, a probabilidade da obesidade da criança e adolescente se manter (ou mesmo agravar) enquanto adulto é muito elevada. De acordo com a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, 31,5% das crianças portuguesas têm excesso de peso, das quais 11,3% são obesas.

Estes números fazem-se notar mais nos centros urbanos do que no interior, onde ao estilo de vida sedentário se aliam fatores como o recolhimento em casa por medo da insegurança, a falta de atividades diárias que exigem esforço físico ou a inexistência de parques ao ar livre. Mas é na área da nutrição que se cometem mais erros, com o recurso constante a alimentos excessivamente ricos em calorias e pobres em valor nutricional.

Consequências
É preciso não esquecer que a obesidade infantil também se pode dever a fatores hormonais ou genéticos. No entanto, a causa mais frequente para o aumento de peso é, mais uma vez, a ingestão de mais comida e calorias do que o necessário, a par da falta de exercício físico.

Físicas
    A obesidade na infância ou adolescência aumenta o risco de desenvolver estas doenças:
  • - Diabetes tipo II
  • - Hipertensão
  • - Dislipidemia (aumento anormal de lípidos no sangue)
  • - Cancro

Psicológicas
Para além de todos os problemas físicos inerentes ao excesso de peso, ser gordo na sociedade atual – que se rege por modelos e ideais de beleza muito exigentes –, é meio caminho andado para criar com uma imagem negativa sobre si próprio.

A baixa autoestima pode, muitas vezes, levar à depressão, com todas as suas consequências.
A luta contra a obesidade deve começar ainda na infância em que a perceção geral de perfeição física ainda não é tão grande.

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POR ONDE COMEÇAR?
Se não sabe bem por onde há de começar, talvez o melhor seja marcar uma consulta com um endocrinologista e, a seguir, recorrer aos livros. Este é uma boa escolha:

"Crescer para Cima - Como prevenir ou tratar a obesidade da criança e do adolescente", de Maria Antónia Peças e Carla Rego. Este livro propõe ajudar as famílias a relacionaram-se melhor com os alimentos, propondo a prevenção ou tratamento atempado da obesidade. Inclui conselhos, truques e informações nutritivas sobre os alimentos. A segunda parte do livro é prática, com dezenas de receitas saudáveis elaboradas a pensar nas crianças, que incluem batidos e sumos, sopas, saladas, pratos de peixe e carne e até sobremesas.

O QUE FAZER?

Mudar hábitos e estilos de vida.
Explicar a uma criança por que razão já não pode comer o tipo de alimentos que comia com a mesma frequência pode ser muito complicado, uma vez que não consegue ver ou entender os efeitos a longo prazo nem perceber o facto dos alimentos poderem fazer mal quando sabem tão bem... Mas é preciso tentar, insistir e, em último caso, fazer valer a sua vontade.

Por outro lado, toda a família deve participar ativamente para que a mudança aconteça, e isso vai das escolhas que faz no supermercado até àquilo que serve à mesa. No entanto, a melhor maneira de os ensinar a comer bem é dando o exemplo.

Outra das estratégias para combater o excesso de peso passa por aumentar o exercício físico. As crianças passam demasiado tempo em casa sentadas em frente à televisão, computador ou consola.
No início podem ficar zangadas por estar a alterar-lhes o ritmo sedentário a que estão habituadas, mas quando estiverem a andar de bicicleta, a correr livremente à volta de uma toalha de piquenique ou a jogar à bola na praia vão acabar por agradecer-lhe.

Dicas e truques
  • Negoceie com os seus filhos. Quando insistirem nas guloseimas, aproveite para impor as suas condições: só à sobremesa ou para o lanche.
  • A meio da manhã e ao lanche, fruta! Todos os dias sem exceção. A fruta alimenta, tem fibras e vitaminas e tira-lhes a fome... e é um hábito muito saudável.
  • Use alimentos coloridos. Junte, por exemplo, cenouras pequeninas, ervilhas e até milho ao prato de peixe cozido. Verá que atrai a atenção dos mais pequenos para o prato.
  • Disponha os alimentos no prato de forma criativa. Pode mesmo desenhar com os alimentos: rodelas de batatas podem ser pneus, a posta de peixe ou o bife a carroçaria, as ervilhas ou milho os faróis. Depois só tem que dizer os seus filhos que hoje há “carro” para o jantar.
  • Explique às crianças o porquê das coisas. Elas são mais espertas do que pensamos e não só vão perceber muito bem, como vão apreender a lição para a aplicar no futuro.
  • Organize programas ao ar livre, de preferência que incluam atividades físicas.
  • Em vez de retirar completamente as guloseimas, os doces, as pizzas e afins, “guardem-nos” para ocasiões especiais.
  • A evitar
    Não deixe o seu filho petiscar ao longo do dia. O mais normal é que coma mais do que deve sem se aperceber. Além disso, o estômago das crianças é pequeno e fica cheio rapidamente com comida gorda e de pouco ou nenhum valor nutricional – e depois, quando chega à mesa já não lhe cabe mais nada na barriga.
  • Não faz sentido tentar convencer a criança a comer fruta ou legumes enquanto vê os pais a comerem pizza... Não se esqueça que você é o modelo a seguir e tem uma enorme influência nos seus filhos, portanto a dieta saudável e variada começa por si.
  • Evite a todo o custo as refeições pré-preparadas. É compreensível que, na correria do dia-a-dia, não sobre muito tempo nem vontade para lavar e descascar legumes. Mas lembre-se que é ainda mais difícil destruir certos hábitos, nomeadamente aqueles que incluem comida rica em gordura, com mais sabor.
  • Forçar a criança a comer só leva a que esta desenvolva aversão às refeições. Insista uma ou duas vezes e lembre-se que, caso não coma ao almoço, melhor: ao jantar estará cheia de fome!
  • Proíba a televisão na hora das refeições. O excesso de barulho e estímulos na hora de comer distrai-nos da comida e do prazer de estar em família.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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