Desenvolvimento infantil – Parte II

Desenvolvimento infantil – Parte II

O desenvolvimento psicomotor da criança é um processo contínuo e dinâmico que ocorre por etapas que todas as crianças têm de percorrer.


No entanto, ainda que a sequência das aquisições seja igual para todas, a velocidade com que cada uma as atinge varia de criança para criança. Não podemos assim estabelecer um padrão “normal” pelo qual todas as crianças serão avaliadas - existe sim uma idade chave para adquirir determinadas competências a partir da qual nos podemos eventualmente preocupar se a criança não as tiver ainda adquirido. Há sempre a tendência para comparar as crianças e tendencialmente os pais só reparam naquilo em que o seu filho está “atrasado” relativamente a outras crianças da mesma idade, não valorizando ou minimizando as competências em que está mais “adiantado” – que até podem ser mais!!

É importante que o bebé seja regularmente vigiado nas consultas de rotina, nas quais, a par da avaliação do crescimento, é feita a avaliação do desenvolvimento – visão, audição, linguagem, desenvolvimento motor (motricidade grossa e fina) e comportamento e relacionamento social.

Por volta das seis a oito semanas de vida, o bebé começa a sorrir, o chamado “sorriso dirigido”, fixa a face humana e reconhece a cara dos pais, identificando as diferentes expressões faciais, vozes e cheiro. A interacção que se estabelece com o bebé também é fundamental para o seu desenvolvimento. Aos poucos o bebé começa a responder aos estímulos e a imitar os movimentos com a boca e a língua - deita a língua de fora imitando os pais, imita os barulhos que fazemos e altera o seu comportamento de acordo com o estado de espírito do adulto - fica calmo e confortável com as carícias, assusta-se ou chora com os gritos ou com o tom de voz mais forte, manifestando a sua disposição. Segue os movimentos da cara, ainda que por um curto período de tempo, reage à voz acalmando-se com a voz dos pais, mas só por volta dos 2 meses é que se começa a virar na direcção do som.

Também nesta fase os objectos tornam-se mais fascinantes e o bebé manifesta interesse por tudo o que o rodeia. Os objectos colocados por cima do berço são uma fonte de prazer e o bebé fica a observá-los por longos períodos. Esta é uma fase de crescimento rápido em que o bebé passa de uma fase de membros encolhidos e flectidos e mãos cerradas para uma fase em que já controla os movimentos das pernas e dos braços. Abre as mãos, vira-as inúmeras vezes junto aos olhos (o que por vezes assusta os pais porque apresenta um certo estrabismo atendendo a que ainda não consegue uma visão binocular adequada), começa a olhar para o movimento dos dedos. Esta coordenação mão-visão será útil para que consiga levar as mãos aos objectos, o que só será possível pelos 4 meses de idade.

Relativamente à força muscular, o bebé já começa a fazer esforço para manter a cabeça direita quando o adulto o puxa para se sentar, deixando pender a cabeça apenas por breves instantes. Sentado, consegue segurar a cabeça por alguns instantes. Deitado de barriga para cima, flete as pernas e os braços, como se estivesse a pedalar. Se lhe tocarmos na mão com um objecto que lhe desperte a atenção pode estendê-la de modo descoordenado na sua direcção - percebe-se que já entende qual o mecanismo para conseguir pegar no objecto mas não tem ainda capacidade motora para fazê-lo. De barriga para baixo, já segura a cabeça e aguenta-se apoiado nos antebraços durante algum tempo, olhando em volta.

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A partir desta idade o bebé vai perdendo gradualmente os reflexos arcaicos que apresenta à nascença, como o da marcha, à medida que desenvolve um comportamento mais voluntário.

Pelos quatro meses de idade verifica-se um novo “pulo” no desenvolvimento psicomotor do bebé – está constantemente à procura de novos estímulos e dormir torna-se uma perda de tempo! Percebe que pode usar as mãos para segurar nos objectos - daí que seja importante pendurar alguns objectos na cama ou então deitar o bebé no chão com o ginásio por cima de modo a que possa pegar e explorar os objectos, levando-os à boca e manuseando-os de modo a descobrir tudo acerca deles. É também nesta fase que o bebé começa a explorar o rosto do adulto em particular o dos pais, o que lhe permite eventualmente tomar consciência de que as pessoas são reais, existindo mesmo quando não estão presentes.

Pelos 4 meses o bebé já tem um tónus e uma força muscular que lhe permitem sentar-se com apoio e eventualmente já se tenta sentar quando se puxa pelos bracinhos. Costumo dizer que nesta fase todo o cuidado é pouco, o bebé deve estar sempre preso já que vai fazer todos os possíveis para se mexer e facilmente cai se estiver sem apoio!

Entre os quatro e os cinco meses de idade os bebés normalmente começam a tentar virar-se sozinhos - ainda que não seja motivo de alarme se não o fizerem. Existem bebés mais irrequietos e com mais vontade de explorar o meio ambiente do que outros, que preferem estar deitados de costas a observar e a explorar com as mãos os objectos ao seu alcance. Os bebés mais gordinhos têm geralmente mais dificuldade em virar-se bem como aqueles que passam muito tempo sentados na cadeira, pelo que não é motivo de preocupação se nesta fase o bebé ainda não se virar - devemos tranquilizar os pais, desdramatizando a situação e explicando que ao forçar o bebé este também irá ficar frustrado porque sente que os pais estão preocupados e tentam “apressá-lo”.

É também nesta fase que o bebé já ri, reage aos estímulos com gritos e gargalhadas. Não só começa a saber responder como também provoca o interlocutor com sons – risos, gritos, choro, entre outros - no fundo aprende a manipular as pessoas que o rodeiam com estes jogos vocais. É a fase em que faz grande resistência ao sono, quer muita brincadeira e por vezes está tão cansado que só chora e rabuja sempre que não é correspondido ou é contrariado. Torna-se necessário perceber até que ponto o bebé está a ser manipulador e até quando devemos responder de modo a que se mantenha um equilíbrio entre a interacção e a manipulação.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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