Desenvolvimento infantil – as várias etapas

Desenvolvimento infantil – as várias etapas

Longe vão os tempos em que se pensava que o recém-nascido apenas comia e dormia, não interagia com o meio que o rodeava e se acreditava que não precisava de ser estimulado, devendo até permanecer no berço e sendo apenas pegado ao colo para comer e mudar a fralda.


Felizmente a ciência foi evoluindo e actualmente sabe-se que o feto já na vida intra-uterina se apercebe do meio que o rodeia e interage com o mesmo – reage às festas na barriga da mãe com movimentos calmos, enquanto perante um estímulo mais brusco sente-se ameaçado e defende-se reagindo de modo mais agressivo. A estimulação táctil, neste caso através da barriga da mãe, é particularmente importante para transmitir tranquilidade e segurança ao bebé ainda durante a vida fetal e também após o nascimento.

O recém-nascido precisa de ser estimulado logo desde o início e de comunicar com o meio que o rodeia, sendo o papel dos pais essencial para que tal ocorra. O bebé aprende a comunicar e a manifestar-se de forma diferente para sensações positivas, de felicidade e bem-estar e para sensações negativas, de dor e desconforto. À medida que cresce vai reagindo através de gestos e sons que lhe permitem manifestar a sua alegria e tristeza ainda antes de falar. É no entanto importante compreender que a criança não pode ser considerada como um boneco articulado que tem de responder sempre de igual modo aos estímulos externos – a pouco e pouco, os pais vão percebendo quais os momentos em que o bebé se encontra disponível para ser estimulado!

O desenvolvimento da criança depende sempre de dois factores principais – a hereditariedade e o meio ambiente. Na realidade o potencial é certamente genético mas de nada servirá se não forem dadas à criança as oportunidades para poder aprender e utilizar esse mesmo potencial herdado.
O desenvolvimento da criança é um processo gradual e contínuo que ocorre por etapas, causando muitas vezes alguns momentos de angústia aos pais, em particular quando se trata de um primeiro filho. Com efeito, enquanto o crescimento é possível de quantificar, o desenvolvimento não se mede de forma objectiva e tem de ser avaliado nas diferentes áreas – motora, cognitiva e sensorial. O desenvolvimento motor ocorre classicamente no sentido céfalo-caudal, ou seja, da cabeça aos pés - o bebé começa por descobrir as mãos e depois os pés, controla primeiro os músculos do pescoço, antes dos do dorso e dos membros inferiores e assim sucessivamente. Não vai andar antes de se sentar como também não se pode sentar antes de controlar a cabeça. Geralmente os bebés não saltam etapas – podem é atingi-las mais cedo ou mais tarde quando comparados com outros bebés.

O desenvolvimento da criança tem de ser avaliado numa perspectiva global e não de modo isolado. A sequência de aquisições é geralmente idêntica entre os bebés mas existem variações individuais que são perfeitamente normais. Podemos dizer que existem idades limites no desenvolvimento infantil, ou seja, há determinadas aquisições que já deverão ter sido adquiridas quando a criança atinge uma determinada idade. Quando essas etapas não são atingidas pode existir algum significado patológico - são exemplos o não sorrir aos dois meses, não se sentar sem apoio pelos nove a dez meses ou não dizer qualquer palavra solta aos 18 meses.

Os pais têm sempre tendência para comparar o seu filho com os filhos de amigos da mesma idade e com os colegas da escola. Têm tendência a valorizar apenas os aspectos positivos das outras crianças – o que elas já fazem que o seu filho não faz - ficando ansiosos quando constatam que o seu filho está mais "atrasado" do que os outros. É importante perceber que cada criança tem o seu ritmo e além disso olhar para a globalidade – provavelmente o seu filho estará mais "adiantado" noutros parâmetros. Esta tendência para comparar as crianças é ainda mais notória quando se tratam de irmãos gémeos, já que têm a mesma idade e teoricamente deveriam ter uma evolução igual. Há que ter a noção de que nunca existem duas crianças iguais!

É um facto que na grande maioria dos casos o "atraso" da criança em adquirir determinadas competências está dentro do limite estabelecido e é perfeitamente normal. No entanto, costumo sempre dizer que os pais têm sempre razão até prova em contrário - são eles que estão permanentemente com a criança pelo que devemos estar atentos a todas as informações e suspeitas que possam ter. Só assim poderão ser detectadas precocemente eventuais alterações, permitindo uma intervenção tão rápida quanto possível.

O desenvolvimento dos sentidos

Sem dúvida uma das preocupações principais dos pais relaciona-se com a visão e com a audição – será que o meu bebé vê? O que é que ele já consegue ver?
Está mais do que demonstrado que o recém-nascido já consegue fixar a cara dos pais ou objectos de cor viva a uma curta distância (cerca de 40 cm), ainda que muitas vezes com movimentos dessincronizados dos olhos, que os pais interpretam como "estrabismo". Consegue inclusivamente seguir o movimento da face ou de objectos de contornos bem definidos e de uma só cor, ainda que por períodos muito curtos e pouco amplos. O recém-nascido não consegue ainda ter capacidade para fixar a imagem que esteja a uma distância maior e a poder interpretá-la, razão pela qual não manifesta qualquer interesse. A evolução da visão verifica-se ao longo dos meses: a visão binocular só está definida por volta dos 3 meses e a visão nítida das cores pelos quatro meses.

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As preocupações dos pais relativamente à audição dos bebés diminuem bastante com a introdução do rastreio auditivo neonatal na maioria das maternidades, ainda antes do bebé ter alta para casa. Sabe-se que desde a 12ª semana de gestação o feto já tem capacidade de se aperceber de determinados sons e ruídos. Pelas 26 semanas já reconhece e consegue diferenciar diferentes frequências manifestando o seu agrado ou descontentamento através dos seus movimentos. Assim se justifica que o bebé ao nascer seja capaz de reconhecer determinadas melodias e vozes que se habituou a ouvir durante a gestação, associando-as ao seu ambiente de conforto intra-uterino, o que contribui para que acalme. Daí a importância de se falar com o bebé logo desde os primeiros dias de vida - reconhecem bem a voz dos progenitores.

Após o nascimento a audição pode ser facilmente testada por pequenos testes – o recém-nascido normalmente reage às vozes e aos ruídos voltando ligeiramente os olhos e mais tarde a cabeça na sua direcção. Quando ouve ruídos inesperados e súbitos, como o telefone ou a campainha, é capaz de se assustar com movimentos bruscos dos membros, o mesmo não acontecendo com ruídos aparentemente mais incomodativos mas a que está habituado. Deve-se falar com o recém-nascido com calma, aproveitando os momentos em que ele está acordado e sem qualquer desconforto. Aos poucos ele irá começando a responder, imitando os movimentos com a boca e com a língua, a imitar os sons e a manifestar-se de acordo com o estado de espírito de quem interage com ele – quer com boa disposição e sorriso, ou com choro se a pessoa lhe transmite ansiedade e insegurança.

O olfacto está também logo presente na vida intra-uterina
O líquido amniótico no qual o feto está envolvido está impregnado de substâncias e nutrientes ingeridos pela mãe ao longo da gravidez. Em vários estudos que foram efectuados, através de controlo ecográfico, conseguiu-se demonstrar que a forma como o feto deglute o líquido amniótico é variável, permitindo perceber que já nesta fase o feto consegue diferenciar diferentes sabores. Há mesmo recém-nascidos que rejeitam o leite materno quando a mãe ingere determinados alimentos que alteram o sabor.
É também evidente que desde os primeiros dia de vida o recém-nascido consegue distinguir perfeitamente o cheiro da mãe do das outras pessoas que o rodeiam.

Respostas às dúvidas das leitoras

Qual a dieta mais adequada para uma criança de 22 meses?
Aos 22 meses a criança já poderá comer de tudo, ainda que se possível deva ter uma alimentação equilibrada, com ingestão diária de alimentos lácteos ( leite e derivados) rondando os 500 ml. Deve ingerir proteínas - carne, peixe ou ovos, cerca de 60 g/dia, fruta, legumes e hidratos de carbono - arroz massa ou batata. Fundamentalmente a criança com esta idade já deverá estar habituada a comer à mesa com os adultos e a comida deverá ser igual, não há qualquer justificação para fazer comida diferente para a criança.Esta até terá tendência a rejeitar alimentos diferentes. Deverá ser respeitada e estimulada a sua autonomia, mesmo que faça uma grande reboliço, porque faz parte do seu desenvolvimento. Os adultos deverão dar o exemplo às crianças - como dizer para comer vegetais se estes não o fazem, ou para não beber sumos ou refrigerantes se estes estão presentes na mesa e são consumidos pelos pais? A motivação para experimentar sabores novos e incentivar a comer todo o tipo de alimentos terá de ser um trabalho dos pais - ao comerem e ao dizerem que é bom, que sabe muito bem, estão a incentivar a criança a imitá-los.

Quanto aos doces ....quanto mais tarde melhor! Todos sabemos como sabe bem um chocolate, uma goma, um rebuçado... desde que com conta, peso e medida! Se os puder evitar, melhor, pois quando a criança começa a conhecer irá pedir assim que vir as embalagens. Tentem controlar o consumo, mas saibam que têm de dar o exemplo.

Na próxima semana falaremos do desenvolvimento da criança nas várias idades.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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