Crescimento da Criança

Crescimento da Criança - Altura, estatura e perímetro cefálico

Cada criança cresce ao seu próprio ritmo. Fique a conhecer os vários fatores que contribuem para o crescimento dos mais pequenos.


O crescimento das crianças não ocorre de uma forma contínua – registam-se surtos de desenvolvimento intercalados com fases de abrandamento, sendo que estas oscilações são mais frequentes nos primeiros anos de vida.

Cada criança cresce ao seu próprio ritmo, umas mais rapidamente, outras de forma mais lenta. A estatura de cada criança depende de vários factores nomeadamente genéticos, intra-uterinos e ambientais.

Considera-se que uma criança tem baixa estatura se tiver um comprimento que é igual ou inferior a dois desvios padrão da média, ou seja, quando o seu comprimento está abaixo do Percentil 5, podendo ser devido a várias causas:

» Heredo-familiares - Costumo dizer que “não se fazem omeletas sem ovos“. Na realidade, quando temos um pai e/ou uma mãe de baixa estatura não podemos querer que o filho venha a ser muito mais alto!

» Fatores intrauterinos – Se o crescimento fetal for afectado durante a gestação (por intercorrências durante o período gestacional como infecções, insuficiência placentária, entre outros), poderá ter repercussões no crescimento da criança, sobretudo nos primeiros meses de vida.

» Fatores constitucionais da própria criança – Alterações cromossómicas que possam existir, assim como doenças metabólicas.

»Fatores ambientais – Nutrição, exercício físico, doenças crónicas ou doenças infecciosas muito prolongadas, estabilidade afectiva e emocional são factores importantes no desenvolvimento harmonioso da criança.

A verdade é que em cerca de 80% das crianças com baixa estatura ou há concomitantemente uma baixa estatura familiar ou um atraso de crescimento constitucional, que pode corresponder a uma variante do normal. No caso da baixa estatura familiar, a observação e registo da altura dos pais permite, na maioria dos casos, constatar que também estes têm baixa estatura.

Quando há um atraso de crescimento constitucional a criança nasce com comprimento adequado à idade gestacional. O que acontece é que ao longo do crescimento a criança vai cruzando lentamente as curvas dos percentis de peso e de altura, evoluindo no Percentil 5 ou abaixo deste até à fase pré-puberdade, embora de forma harmoniosa e numa curva paralela à curva normal de desenvolvimento. Verifica-se também um atraso na maturação sexual – os caracteres sexuais secundários aparecem mais tarde do que nos adolescentes da mesma idade. O pico de crescimento pubertário ocorre tardiamente (pelos 14 anos nas raparigas e pelos 16 anos nos rapazes) e é nesta fase que se verifica uma aceleração da velocidade de crescimento de modo a atingirem o percentil de acordo com a estatura esperada pela análise dos progenitores.

É importante não avaliar a estatura da criança de modo isolado – é importante uma avaliação global do crescimento na qual se consideram vários parâmetros como a idade estatural, a idade óssea, a velocidade de crescimento e ainda a estatura -alvo familiar.

A idade estatural (IE) é a idade que corresponde ao P50 para a altura que a criança apresenta. A idade óssea (IO) é a idade que pode ser inferida a partir da radiografia do punho esquerdo, por comparação com tabelas estandardizadas – é importante porque revela a maturação óssea da criança e é um bom indicador de quanto a criança ainda pode crescer.

A velocidade de crescimento é o aumento da altura/ano, ou seja, os centímetros que a criança aumenta em cada ano. A estatura alvo familiar é a que é determinada em função da estatura dos pais, para o se utiliza a seguinte fórmula:

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Rapazes: altura da mãe + altura do pai+ 13 /2;
Raparigas: altura da mãe + altura do pai -13/2.

Da análise destes vários parâmetros podemos ter a noção de podermos estar perante uma criança com alguma patologia que terá de ser investigada ou apenas com atraso de crescimento constitucional ou uma baixa estatura familiar. Todas as crianças com estatura entre o percentil 1 e o percentil 3 e com Idade Óssea = Idade Estatural < Idade real, para além da história clínica e exame objectivo, têm indicação para realizar exames complementares para esclarecimento da situação.


Alguns pais ficam bastante angustiados não só porque percebem que o seu filho é mais baixo do que os colegas em geral mas também porque a própria criança manifesta tristeza e insegurança pelo facto de ser o mais pequeno da turma. Muitas vezes os pais questionam-se quanto à possibilidade de poder ser administrada hormona do crescimento. É importante perceber que esta hormona tem indicações muito precisas. É necessário que se prove que existe realmente défice da mesma e a sua prescrição é sempre efectuada em consulta hospitalar pois normalmente as crianças que têm indicação para a efectuar necessitam de uma abordagem multi-disciplinar.

Perímetro cefálico
Existem também curvas estandardizadas que nos permitem avaliar de que modo crescem os ossos do crânio, o que permite acompanhar o aumento do volume do cérebro.

À semelhança do que acontece relativamente aos outros parâmetros, o perímetro cefálico depende também da carga genética. Perante uma criança com um perímetro cefálico reduzido, ou seja, uma cabeça pequena, quando analisamos os progenitores frequentemente constatamos que um deles também tem um percentil craniano baixo, o mesmo acontecendo na criança com uma cabeça grande.

As fontanelas são espaços abertos entre os ossos que irão permitir que o crescimento do cérebro ocorra sem haver compressão das estruturas. Ao nascer, o bebé apresenta geralmente duas fontanelas palpáveis: a fontanela anterior situada na junção do frontal com os parietais, podendo ter dimensão variável e encerrando geralmente entre os 9 e os 24 meses e a fontanela posterior, de menores dimensões e que pode encerrar a partir dos dois meses de vida. Mais importante do que a idade em que ocorre o encerramento das fontanelas é a vigilância do perímetro cefálico, de modo a poder assegurar que a cabeça cresce normalmente e não existem sinais de compressão do cérebro.

É frequente os pais terem receio de tocar na fontanela das crianças – podem fazê-lo sem problema pois ainda que não haja osso, existem camadas musculares e outras estruturas que protegem o cérebro e fazem com que este não esteja directamente em contacto com a pele. A avaliação das fontanelas faz parte do exame de rotina das crianças e através da sua palpação podemos inferir o estado geral do bebé quando em presença de alguma patologia – por exemplo numa criança que vomita ou tem diarreia se a fontanela estiver muito deprimida pode ser um sinal de desidratação. Quando a fontanela está “tensa” ou mais elevada pode ser um sinal de infecção, nomeadamente a presença de meningite ou de uma lesão intra-craniana ocupando espaço. No entanto é importante salientar que a fontanela deprimida ou elevada só por si, sem outros sinais, não tem significado patológico.

Existem algumas causas possíveis para a criança ter um perímetro cefálico acima ou abaixo da média das crianças. Não nos devemos esquecer que na maioria dos casos existe um padrão familiar e por isso o perímetro cefálico de cada criança acaba por ser semelhante ao dos pais.

Podemos ter um perímetro encefálico reduzido numa criança que seja “globalmente pequena”, com baixo peso e baixa estatura. A craniossinostose, que corresponde ao encerramento precoce das fontanelas com a junção dos ossos do crânio, apesar de na maioria dos casos não estar relacionada com alterações do cérebro também está associada a uma redução do perímetro cefálico. O facto de o cérebro não se estar a desenvolver adequadamente pode significar a existência de alguma patologia de base como doença metabólica, doença genética ou doença infecciosa.

Dentro das causas mais frequentemente associadas a perímetro cefálico aumentado estão a criança ser globalmente e harmoniosamente grande, presença de líquido dentro da cabeça (hidrocefalia ou derrame) ou ainda a presença de um tumor cerebral.

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Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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Batalha

Batalha

Reportado

O meu filho sempre teve um perímetro cefálico elevado (percentil 95), muito embora o relativo ao comprimento se situasse nos 50. Aos 6 meses efetuou um eco transfontanelar que não revelou qq problema. Contudo aos 16 meses saiu da curva de percentil (51 cm de perímetro), continuando as restantes curvas "normais", dentro do percentil 50. O pediatra nada referiu e o desenvolvimento do menino parece normal. Devo preocupar-me? Devo efetuar outra frontanelar. Obrigado

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