Convulsoes Febris – É proibido entrar em pânico!

Convulsoes Febris – É proibido entrar em pânico!

As convulsões febris, por definição, ocorrem durante um episódio febril.


Devem-se a uma imaturidade do sistema nervoso central (SNC), que na criança tem um limiar de excitação baixo. Em presença de alguns estímulos, um dos quais a febre, o SNC reage enviando ordens aos músculos para contraírem e descontraírem, sem controlo.

Como se manifestam?

A convulsão febril simples ocorre geralmente no 1º dia de doença, em regra durante a subida rápida da temperatura. A criança fica contraída, desmaia, deixa de respirar por alguns segundos (que aos pais podem parecer horas!), podendo verificar-se incontinência urinária e/ou vómitos. Em seguida inicia movimentos de contração rítmicos dos membros, que podem demorar alguns minutos. Segue-se o chamado período pós convulsivo, em que a criança fica prostrada e sonolenta. Por vezes a convulsão é o sinal inicial da doença, ocorrendo quando os pais ainda não se aperceberam que a criança tem febre.

Não confundir estes movimentos com os chamados calafrios, que são tremores que ocorrem durante a subida da temperatura, mas em que a criança não perde a consciência.

As convulsões febris raramente repetem no mesmo episódio febril. Cerca de 30% das crianças podem convulsivar noutras situações febris, elevando-se a incidência para 50% se o primeiro episódio ocorreu durante o primeiro ano de vida.

São muito raros os casos em que se verifica mais tarde uma situação de epilepsia (5%). Normalmente ocorrem em crianças em que as convulsões foram mais prolongadas (mais do que 15 minutos), com sinais neurológicos focais (movimentos tónicos só dum membro), se se repetiu com intervalo inferior a 24 horas (são as convulsões classificadas como complexas) ou se existe história de epilepsia familiar.

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Na grande maioria das vezes está associada a viroses frequentes nestas idades. Outras causas frequentes são as otites e as infecções respiratórias. No entanto, há que ter a certeza que não se trata duma manifestação associada a uma doença do sistema nervoso central nas quais a convulsão é manifestação da doença e não da febre. Nestes casos a situação clínica é mais grave e acompanha-se de outros sinais e/ou sintomas.

Como tratar?

Perante uma situação de convulsão, a criança deve ser deitada para o lado esquerdo, a fim de evitar que aspire o vómito. Nao se deve colocar nada na boca da criança a fim de evitar que ela enrole ou morda a língua. Em seguida, deverá ser administrado o antipirético a fim de controlar a febre. Numa primeira convulsão febril a criança deverá ser observada num serviço de urgência, a fim de avaliar a situação clínica.

Quando a criança tem história de convulsão febril, os pais devem ter em casa um clister de diazepam, que deverá ser administrado numa situação idêntica, não esquecendo os cuidados de posicionamento e de arrefecimento.

Mas não esquecer – É FUNDAMENTAL NÃO ENTRAR EM PÂNICO! (o que evidentemente se torna mais fácil quando já não estamos perante o primeiro episódio…).

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