A SEXUALIDADE: Contraceção e adolescência

A SEXUALIDADE: Contraceção e adolescência

Para viveres uma sexualidade em que possas desfrutar do sexo sem receios, é muito importante que te informes bem, e de forma contrastada, sobre os métodos contracetivos. Estes têm como objetivo evitar a gravidez. Existe uma grande variedade de métodos para a mulher, que atuam com mecanismos muito diversos, e outros exclusivos para o homem. O importante num método contracetivo é que seja eficaz, e a eficácia depende muito do uso correto do mesmo.


Decidir que tipo de contracetivo é o mais adequado para cada mulher não é fácil, já que cada contracetivo tem as suas vantagens e inconvenientes. Além disso, um método contracetivo adequado numa situação pode deixar de o ser noutra nova, como, por exemplo, se mudares de parceiro. É sempre melhor que um profissional de saúde (ginecologista, centro de planeamento familiar ou médico de família) te ajude a decidir qual é o melhor método contracetivo para ti.

Nas primeiras relações

Em geral, nas primeiras relações com penetração, são aconselháveis primordialmente os métodos de barreira, principalmente o preservativo. O preservativo masculino é uma bolsa muito fina, elástica e resistente que é colocada sobre o pénis, quando está ereto, sempre antes da penetração. O preservativo feminino é menos conhecido e usa-se menos, tem uma forma cilíndrica e é tão fácil de introduzir como um tampão. Ambos os tipos de preservativo podem ser de látex e de poliuretano.

Preservativos

O preservativo protege contra a gravidez e as infeções sexualmente transmissíveis. Se for sempre usado de forma correta e seguindo as instruções, atinge uma eficácia de 98-99%. Convém usá-lo em todos os dias do ciclo (mesmo durante a menstruação) e sempre que houver penetração. Deve ser colocado antes da penetração, não apenas no momento da ejaculação. Além disso, pode-se usar outro método associado ao preservativo, como, por exemplo, a contraceção hormonal, assegurando-te assim quase 100% de eficácia contra a gravidez não desejada e as infeções sexualmente transmissíveis.

A contraceção hormonal

A contraceção hormonal é outro método contracetivo adequado para a adolescência. Atualmente, pode-se usar em forma de pílulas, adesivos ou anéis vaginais. São compostos por hormonas que impedem a ocorrência da ovulação. No entanto, deves ter em conta que não protege contra as infeções sexualmente transmissíveis.

No caso de uma relação não protegida ou se houver suspeitas de uma falha do método contracetivo habitual (como, por exemplo, se o preservativo romper ou ficar retido na vagina), deve-se fazer uma contraceção de emergência. Atualmente, existem dois métodos: a pílula do dia seguinte ou a inserção de um dispositivo intra-uterino (DIU) antes de passarem 5 dias após a relação sexual, embora, na adolescência, o primeiro método seja mais recomendável.

A pílula do dia seguinte (também chamada contraceção de emergência ou contraceção pós-coital) consiste em tomar uma pílula depois de uma relação sexual sem proteção, para evitar a gravidez. Não é abortiva, já que não interrompe uma gravidez estabelecida. Tem uma eficácia de 80%, evita 7 em cada 8 gravidezes. O ideal é começar a tomá-la antes de passarem 48 horas após o momento da relação sexual de risco, mas, se necessário, pode-se tomar até 5 dias depois. No entanto, quanto mais cedo se tomar a pílula, maior será a sua eficácia, pelo que é aconselhável tomá-la o mais brevemente possível.

Atualmente, é um fármaco que está à venda nas farmácias, e não é necessária receita médica para comprá-la.  Lembra-te de que a pílula do dia seguinte é um método de uso ocasional e não pode, em caso algum, substituir os meios habituais de contraceção.

A tua saúde sexual

A tua saúde sexual não passa apenas por evitar uma gravidez não desejada, mas também por evitar as condutas de risco que aumentam a probabilidade de contraíres uma doença sexualmente transmissível (D.S.T.). Atualmente, considera-se que existem mais de 30 infeções sexualmente transmissíveis. Evidentemente, a mais perigosa continua a ser a SIDA (vírus da imunodeficiência humana), embora não nos possamos esquecer da gonorreia, das hepatites, do herpes, da sífilis e das chlamydias, que são infeções que também podem causar transtornos importantes.

Usar sempre o preservativo nas relações com penetração, nas relações sem penetração em que o sémen contacte com a vagina, no sexo oral e no sexo anal, é a primeira arma para prevenir as infeções sexualmente transmissíveis, além de, conforme já comentámos, te proteger contra a gravidez não desejada.

Está provado que, se iniciares precocemente as relações sexuais, apresentas maior risco de contágio de D.S.T. ou de uma gravidez não desejada. Contudo, não existe uma idade específica a partir da qual uma mulher possa começar a ter relações sexuais com segurança. Desde que estejas bem informada sobre a contraceção e o sexo seguro, pode ser quando tu quiseres e quando te sentires preparada. É tão normal uma rapariga iniciar-se muito jovem como mulheres que decidem manter-se virgens até terem um parceiro estável ou até casarem, e, inclusive, algumas que decidem nunca ter relações sexuais.

Também está provado que ter múltiplas relações (tu ou o teu parceiro) aumenta o risco. Por isso, é muito importante conhecer a vida sexual do parceiro. Deves poder falar com o teu parceiro sobre as relações sexuais no passado, se tem outras relações no mesmo momento e se teve algum antecedente de doença sexualmente transmissível ou de uso de drogas intravenosas. Com esta informação, poderás avaliar o risco da relação e decidir que precauções deves tomar.

O ginecologista

Por último, deves saber que o ginecologista é o melhor aliado para cuidar da tua saúde sexual. Se tiveres relações sexuais, deves fazer um check-up ginecológico por ano, mas também é aconselhável ires ao ginecologista no momento, ou antes, de iniciares as relações sexuais, fundamentalmente para te informares acerca dos métodos contracetivos. Além disso, esta primeira consulta é uma boa oportunidade para perguntares qualquer dúvida que te preocupe relacionada com o sexo seguro ou com o teu próprio desenvolvimento sexual.

Artigo elaborado pelo Comité Médico de Saúde da Mulher Dexeus - Fundação Dexeus Saúde da Mulher.

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