A Criança desidratada - Parte II

A Criança desidratada - Parte II

A criança com diarreia


Na sequência do tema abordado na semana passada – desidratação, em que falámos de vómitos, esta semana vamos falar de diarreia.
Comecemos por definir o que é diarreia. Pode parecer caricato, mas por vezes os pais têm alguma dificuldade em avaliar correctamente se a criança tem diarreia ou se se trata apenas de uma ligeira alteração transitória das características das fezes. Na diarreia há um aumento do número de dejecções diárias e uma diminuição da consistência das fezes que se tornam mais líquidas. Fundamentalmente verifica-se uma alteração dos hábitos intestinais da criança. Por exemplo, uma criança que habitualmente é obstipada, se tiver 2 a 3 dejecções/dia de consistência mole ou liquida já se poderá considerar que tem diarreia. Atenção que no recém-nascido ou lactente alimentado exclusivamente ao peito é normal as fezes poderem ser muito líquidas e frequentes, o que não deverá ser interpretado como diarreia.

Na grande maioria das vezes a diarreia é de causa infeciosa, geralmente viral, ainda que também possa ser causada por bactérias ou por parasitas. O rotavirus é o agente viral que causa geralmente diarreias mais graves, com perda de líquidos acentuada e elevado risco de desidratação. No entanto, desde a introdução da vacina contra os principais serotipos, diminuiu muito a sua incidência. Mas existem muitos outros vírus que podem igualmente causar diarreia e para os quais não existem vacinas.
As bactérias, estão frequentemente associadas a situações de intoxicações alimentares, nomeadamente a Salmonella. Geralmente os sintomas surgem algumas horas após a ingestão do alimento contaminado, podendo acompanhar-se de febre, vómitos e cólicas acentuadas. Algumas bactérias invadem a parede do intestino, causando ulcerações e levando à eliminação de sangue e pus nas fezes.
Os parasitas são também responsáveis por quadros de diarreias agudas e profusas, de que é exemplo a giardia lambdia.

Outras causas mais raras de diarreia na criança são as situações de intolerâncias alimentares (de que é exemplo a intolerância às proteínas do leite de vaca) doenças crónicas (como a doença celíaca ou doença de chron…), ou efeitos secundários de alguns medicamentos (como antibióticos) entre outras.

De que modo se transmite a infecção?

A via de transmissão principal é pelo contacto direto com as fezes da criança infectada, bem como pela partilha dos objectos contaminados. Daí que seja tão fácil o contágio entre as crianças nos infantários, onde são frequentes as trocas de chuchas e de brinquedos.
As próprias educadoras e auxiliares podem ser o veículo de transmissão se não forem respeitadas as normas de assépsia, nomeadamente a lavagem das mãos.

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Como tratar a diarreia?

É fundamental “água e paciência”. São situações geralmente autolimitadas podendo persistir por vários dias. Desde que a criança tolere os líquidos, o que é importante é repor estas perdas, evitando uma eventual desidratação. Se se trata dum lactente amamentado deve continuar com a amamentação, tentando diminuir os intervalos entre as mamadas e oferecendo água. Na criança mais velha, deve oferecer-se bastante água, chá preto fraco açucarado, soros de rehidratação oral (ricos em sais minerais e açúcar). Ao contrário do que se pensa, devem evitar-se refrigerantes de uso comum, como a coca-cola ou outros refrigerantes.
É fundamental não insistir com a criança para que coma, mas, se manifestar fome, devemos oferecer-lhe alimentos pobres em fibras e em gorduras, o que facilita a digestão e diminui as cólicas. Poderá comer fruta cozida, creme de cenoura e arroz, arroz cozido, iogurte natural, papas de arroz não lácteas feitas com água. Quanto ao leite, atendendo a que na diarreia ocorre uma descamação da mucosa do intestino com eliminação das enzimas que servem para absorver a lactose, convém beber leite sem lactose durante alguns dias.

Não há normalmente indicação para medicamentos antidiarreicos na criança uma vez que podem facilitar o crescimento/não eliminação do micro-organismo dentro do intestino.

Podem-se prescrever leveduras (lactobacillus) que servem para restabelecer a flora intestinal que fica alterada numa situação de diarreia, devendo os pais estar ciente de que não são milagrosos para pararem a diarreia.

Quando consultar o médico?

É importante alertar os pais para alguns sinais de alarme de modo a que possam reconhecer quais as situações em que a criança deverá ser avaliada pelo seu médico assistente ou num serviço de urgência:

  • Lactente com menos de 6 meses com diarreia acentuada;
  • Se a criança não consegue tolerar líquidos em quantidade suficiente, de modo a repor as perdas;
  • Se está prostrada, apresentando sinais de desidratação – língua seca, olhos encovados, a urinar menos (sinais de que já falámos no artigo da semana passada);
  • Se tem febre elevada que se prolonga por mais de 3 dias ou se é difícil de controlar;
  • Se a diarreia é acompanhada de sangue e pus ou se já se prolonga para além duma semana.

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