Como conciliar trabalho e família

Como conciliar trabalho e família

Como conciliar a sua vida profissional com a pessoal e familiar? Esta é uma questão cada vez mais atual. Siga os nossos conselhos.


Seremos mais felizes se tivermos o equilíbrio certo?
Provavelmente, não! Na realidade, preferimos pensar que é possível manter um grande equilíbrio entre o nosso trabalho e a nossa vida pessoal, porque não gostamos de admitir que não podemos estar sempre bem nas várias áreas da nossa vida. Ou seja, preferimos imaginar que há uma receita para lidar com tudo ao mesmo tempo na perfeição.

Devemos perseguir esse equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal?
Não. Temos de perceber que não podemos satisfazer as necessidades de toda a gente, no momento em que precisam. O nosso tempo e energia são limitados. É impossível respondermos a todas as exigências, que por vezes aparecem vindas de todo o lado, e mantermos o equilíbrio entre os dois mundos.

Quando dizemos "não" a uma coisa, dizemos "sim" a outra. Ou seja, estamos sempre a “desiludir” um dos lados. É um conceito competitivo que realmente nos deixa mais stressadas.

Sentimo-nos sempre divididas e nunca somos totalmente presentes em todas as partes das nossas vidas. Se perseguirmos o mito do equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoas, sairemos sempre derrotadas.

O problema subjacente com a ideia deste equilíbrio é que é uma forma de vida baseada em exigências externas, em vez de ser baseada na orientação interna. Deixa-nos infelizes e frustradas, vivendo um vida dupla, no sentido em que somos quem os outros querem que nós sejamos, em vez de sermos quem realmente somos.

Como devemos lidar com as diferentes e diversas exigências?
Não é fácil, mas é simples. Devemos viver de dentro para fora. Isto significa saber quem somos e do que precisamos – termos os nossos valores, fazer escolhas e tomar medidas em consonância.

É importante fazermos um autoexame para percebermos quem realmente somos e o que queremos ser. Mas só será relevante se não o fizermos preocupadas com a aprovação dos outros. Temos de fazer escolhas difíceis e não podemos permitir que sejam as circunstâncias ou outras pessoas a tomar conta das nossas vidas. Mas, ao assumirmos como vamos passar o nosso tempo e gastar a nossa energia, tornamo-nos gestoras habilitadas das nossas próprias vidas.

Sim, mas como?

  • Fale de maneira diferente: substitua “eu tenho que” por “eu quero”, enfatizando que tudo é uma escolha. Isso vai ajudá-la a tomar decisões.
  • Viva a natureza: passe algum tempo na natureza que nada lhe exige, observe o mar, as montanhas e o campo. Vão ajudá-la a ver as coisas em perspectiva.
  • Não “salve” os outros: não proteja os outros das consequências das decisões que tomam, não lhes dê cobertura. É preferível que os lembre antes quais são os seus valores fundamentais.
  • Seja inclusiva: se é empregadora ou gerente, inclua os parceiros dos seus empregados e, se possível, os filhos, nas funções do pessoal. Esta medida vai alterar os tipos de funções que podem ser planeadas mas é esse mesmo o objetivo. Os parceiros dos seus funcionários também estão envolvidos na dinâmica do seu trabalho, pelo que vai beneficiar se reconhecer esse factor.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Só uma mâe sabe como controlar o que se descontrolou